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" Eu não consigo.. Eu não consigo parar de pensar no que ela tá fazendo, agora que eu não tô lá. Eu sei exatamente como é o sofá da casa dela, só que eu não consigo parar de imaginar varias outras pessoas sentadas nele, algum cara, um cara diferente, um cara novo, qualquer cara menos eu.. sentado naquele sofá. "
" Ele não tava com medo porque achava que ela não era a certa. Ele tava aterrorizado porque ele sabia que ela era. "
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Não é fácil para ela ser sempre séria sobre o amor. Seu impulso criador é forte. Não consegue suportar gente intolerante; seu ponto de contraste aqui é a liberdade. Ela percebe a verdade, e pode sentir quando está sendo enganada pelos outros. Mas não está isenta de mentir para si mesma. Muitas vezes consegue o que quer, mas nem sempre o que é bom para ela. Procura pelo amor, mas pode conseguir problemas. Isso não quer dizer que ela não consegue encontrar a pessoa certa, é apenas dizer que encontrar parece mais difícil do que para a maioria das pessoas. De natureza dupla: no aspecto negativo, ela finge. No aspecto positivo, ela é discreta. Obviamente, ela tem alguns problemas, a maior parte deles são criados por si própria; especialmente onde o amor está envolvido. Ela não tem talento para facilitar as coisas; ao contrário, tem um jeitinho de fazer o oposto. Ela enxerga além do imediato, mas nem sempre é capaz de ser objetiva. Ao invés de encarar a verdade e seguir logo em linhas realistas, segue em linhas imaginárias. Quando ela realmente gosta, se entrega por completo. Seus impulsos são definidos. Ela tem o poder de atrair pessoas agitadas, e também pessoas com problemas psicológicos.  Não consegue evitar o sarcasmo. O calendário não importa, ela nunca crescerá. Ela precisa de alguém que a ame pelo seu modo transparente de ser. Contente e brincalhona. Ela precisa da segurança do cheiro humano. Não lhe dando isto, o sarcasmo volta à tona. Ela sempre será jovem e informal. A honestidade estará acima de tudo. A autoridade é um jogo de justiça, ela prestará atenção se achar alguma razão lógica atrás da ordem. O comando será examinado, se não for desse modo, estará em frente com toda a sua com toda sua honestidade e tentativas de persuasão. Você terá que ser forte quando tiver certeza que a razão está do seu lado. Mas quando você estiver enganado, terá que admitir que cometeu um engano, ganhando, deste modo, o respeito e a confiança dela. Ela sempre carrega uma curiosidade enorme. Se desaponta facilmente com a hipocrisia dos outros. Consegue sentir o cheiro da mentira de longe. A necessidade de ser forte e livre, a faz pensar que também está livre dos laços familiares. Quando é criticada e não é aceita da forma que ela é, realmente vai embora. Independente e honesta. Precisa de espaço, ter as estrelas como telhado, poder sentir a chuva na face e os sonhos brotarem pelo calor do sol. Talvez um pouco rebelde e muito analítica aos detalhes. Sim, ela nunca foi fácil de lidar, mas sempre gostei da sua companhia. 

" —Você gosta de estrelas?
— Gosto. Você também?
— Também. Você está olhando a lua?
— Quase cheia, em Aries.
— Hoje Marte faz oposição com a Terra.
— Com a lua é daqui a seis dias. Chamam de lua vermelha.
— Isso é bom?
— Eu não sei. Deve ser.
— É sim. Bom encontrar você.
— Também acho.
(silêncio)
— Você gosta de Marte?
— Gosto. Na verdade “desejaria viver em Marte onde as almas são puras e a transa é outra” .
— Que é isso?
— Um poema de um menino que vai morrer.
— Como é que você sabe?
— Em fevereiro, ele vai desistir em fevereiro.
— Hein?
(silêncio)
— Você tem um cigarro?
— Estou tentando parar de fumar.
— Eu também. Mas queria um coisa nas mãos agora.
— Você tem alguma coisa nas mãos agora.
— Eu?
— Eu.
( silêncio)
— Como é que você sabe?
— O quê?
— Que o menino vai desistir.
— Sei muitas coisas. Algumas nem aconteceram ainda. Por isso minha família me caça.
— Eu não sei nada.
— Te ensino a saber, não a sentir. Não sinto nada, já faz tempo.
— Eu só sinto, mas não sei o que sinto. Quando sei, não consigo entender. Ninguém entende.
— As vezes sim. Eu te ensino.
— Difícil, morri em dezembro, no meu primeiro casamento.
— Também. Na primeira lua cheia. Depois sai do corpo. Você já saiu do corpo?
(silêncio)
— Você tomou alguma coisa?
— O quê?
— Cocaína, morfina, candeína, mescalina, heroína, estamina, psilocibina, metedrina. Juízo?
— Não tomei nada. Não tomo mais nada.
— Nem eu. Já tomei tudo.
— Tudo?
— Aconito tem parte com o diabo.
— O diferente aperfeiçoa o real.
— Agora quero ficar limpa, de corpo e alma, cuidar dos filhos. Não quero sair do corpo.
(silêncio
— Acho que estou voltando. Usava vestidos justos e camisetas do mickey.
— Meus cabelos eram loiros pervertidos, e eu tenho uma tatuagem.
— Alguma coisa se perdeu.
— Também acho. Aonde fomos? Aonde ficamos?
— Alguma coisa se encontrou.
— E aqueles planos?
— E aquelas zumbas?
— O sol já foi embora.
— A estrada escureceu. Mas navegamos.
— Sim. Aonde está o norte?
— Localiza o Cruzeiro do Sul. Depois caminha na direção oposta.
— Você é de Aries?
— Sou. E você, de Sagitário?
— Sou. Eu sabia.
— Eu sabia também.
— Combinamos: Lua.
— Sim. Combinamos. Marte. "
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